quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Despedida

Dizer adeus é sempre difícil. É difícil largar o que nos é querido, quem nos é querido, mesmo quando sabemos que é para uma situação melhor, mesmo quando não se trata de uma verdadeira despedida, porque vamos continuar a conviver, a rir, a conversar, a compreender e a relacionarmo-nos com essas queridas pessoas. Apesar disso, uma despedida é sempre um adeus, por mais que nos convençamos que é um "até já", especialmente quando nos acomodámos à presença constante, diária, permanente nos nossos rituais e rotinas, de tal forma que os gestos tão habituais, as perguntas tão automáticas, o recorrer ao apoio tão inconsciente, surge espontaneamente, mesmo quando as pessoas já não se encontram lá fisicamente.


A mudança não é fácil (especialmente quando se passa tanto tempo numa organização, marcada por tantas tradições visíveis, por uma aculturação tão forte que se manifesta até pelo vestir...), as despedidas também não, talvez por ser(mos) egoístas e querermos continuar no quentinho do conforto emocional com a presença de quem é habitual. A felicidade por ser uma mudança para melhor ultrapassa sem dúvida o sabor agridoce deste egoísmo momentâneo e primário.


Resta-me valorizar as relações que são habituais, mas sempre importantes, mesmo sabendo que estão por perto e fazem parte da rotina. Resta-me alimentar aquelas que quero manter e fazer crescer sempre, porque serão sempre amizades para a vida.

1 comentário:

Dulce disse...

Ler o teu blog...é mesmo refreshing!!! Já te sabia dotada em várias áreas...mas n sabia que escrevias com esta mestria, amiga!
Tenho-te a dizer que sinto imensas saudades tuas, da tua maneira singela de ser, do sorriso, das palavras encorajadoras...enfim...
DE TI!
Beijinhos grandes e...fico à espera de um bocadinho do teu tempo para matar saudades!
Du