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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Elegy



Nunca tinha ouvido falar deste filme. Não tinha expectativas, mas conseguiu surpreender-me. Não sei bem como é que algo nos pode surpreender, quando não temos expectativas, mas acontece... basta uma primeira ideia, uma primeira imagem, um título, uma primeira impressão formada, para de seguida sermos surpreendidos.


Elegy é um filme sobre a vida e o amor, sobre a relatividade do tempo e a forma como às vezes não se vive a vida, só porque... qualquer coisa. Há sempre uma razão qualquer, um raio de motivo que muitas vezes não tem razão de ser, ou não tem de ter razão... Razão construída.


Esta história tem, para mim, um poder profundo, como tantas outras histórias, filmes, livros, porque permite descobrir coisas novas e procurar mais fundo dentro de nós próprios. E tal como diz a personagem tão bem retratada pelo excelente Ben Kingsley, se voltar a ver o filme (ou ler o livro...) daqui a 10 anos, terá um significado diferente, porque eu estarei diferente. Talvez não completamente diferente, mas com uma nova forma de entendimento... Porque ao mudarmos, transformamos connosco o que vive à nossa volta.


"A beleza está nos olhos de quem vê"... e aos meus olhos, este filme é magnífico, desde o argumento, à interpretação dos actores (A Penélope Cruz, para além de sensual, interpreta uma personagem forte e vunerável ao mesmo tempo ) e à realização.

domingo, 9 de novembro de 2008

Bonecas Russas


A vontade de ir ao cinema era muita, mas o cansaço e a falta de energia provocada pela constipação (que se torna mais forte desde sexta feira) não deixaram e acabei por ver em DVD um filme que estava na minha lista há muito tempo, o "Bonecas Russas".


Se gostaram da "Residência Espanhola", vão adorar este, que é uma espécie de continuação, visto ter as mesmas personagens numa fase de vida diferente.


O argumento é simplesmente delicioso, original e divertido, mas bem diferente das típicas comédias românticas. O tema? O amor, as relações e as coisas simples da vida. Fez-me lembrar o Amélie, que também é magnífico.

domingo, 15 de junho de 2008

Herói de outros tempos



Há dias fui finalmente ver o meu herói da adolescência, depois de tanta saudade. Digam o que disserem, para mim o filme vale a pena simplesmente pelo regresso, pelo humor empolgante e pela aventura característica. Não vou revê-lo 20 vezes como fiz com "O Templo Perdido" (o meu favorito), mas deixa um gostinho especial de reviver de velhos tempos, com o Indy e o seu chapéu, sabedoria de arqueólogo, paixão pela aventura e a música inesquecível... Tã ta ra tahh, tã tã raaa... :)

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

The Brave One


Finalmente fui ver "A Estranha em Mim" ao cinema, depois de muita curiosidade e expectativas altas, principalmente ao ler os comentários da Miss Alcor sobre o filme.


Não tenho qualquer dúvida que é um dos melhores filmes do ano, com uma interpretação excelente e arrepiante da Jodie Foster (Erica Bain) no papel principal. Para quem ainda não viu o filme, e sem avançar muito com a história, garanto-vos que são 119 minutos de cinema intenso, com um tema e um final polémico e imprevisível (o melhor possível, na minha opinião).


O título em português, ao contrário do que é habitual, assenta como uma luva à história deste thriller dramático, capaz de nos colar à cadeira de angústia pela violência, ou deixar-nos com a lagrimita (para não dizer lavados em lágrimas) pelas apaixonantes e emotivas cenas de sofrimento por amor e perda.

Sei quando um filme é muito bom quando me deixa a pensar na história e no tema por mais de 15 min. Este, mais do que isso, fez-me reflectir sobre o potencial agressivo da natureza humana, sobre a fragilidade da nossa estrutura psicológica e a impossibilidade de reconstruir completamente essa estrutura após um acontecimento traumático.
Após certos acontecimentos de vida, nada permanece igual... nem nós próprios.

domingo, 4 de novembro de 2007

O Mal Casado


Tinha expectativas altas em relação ao último filme que fui ver, "O Mal Casado". Gostei de quase todos os filmes do Ben Stiller, mas, apesar de não ter desgostado deste, tenho de admitir que é mais do mesmo, no que toca a comédias.

Uma história engraçada, pensada no contexto da necessidade de casar e encontrar uma parceira (antes dos 40 anos), o filme desenvolve uma teia de acontecimentos caricatos, em que após o casamento a "dita cuja" revela-se como realmente é (comicamente assustadora!) e Eddie Cantrow (Ben Stiller) acaba por conhecer a mulher da sua vida na lua-de-mel. Bom para passar uns bons momentos de descontracção e riso, mas a imprevisibilidade característica, repetida insistentemente nos filmes deste género, tornou-se previsível, acabando por saber a pouco.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Um Coração Poderoso


No sábado fui ao cinema ver "Um Coração Poderoso", com a Angelina Jolie e o Dan Futterman. Um filme baseado numa história verídica, inspirado mais propriamente no rapto e assassinato do jornalista Daniel Pearl, por terroristas paquistaneses, em 2002.

É um filme pesado, mas um drama retratado de uma forma excelente, com uma magnífica interpretação da Angelina Jolie, que encarna o papel de Mariane, a viúva do jornalista que, na vida real, escreveu um livro com o mesmo nome. A não perder!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Bom gosto

No domingo à noite fui ver o Ocean's 13, o filme é espectacular... mas adormeci no final!! É claro que o facto de ter adormecido não teve a ver com o filme, mas estava super cansada depois do serviço e da noitada de sexta e apesar de me ter debatido com as minhas pálpebras pesadas durante 20 min, deixei-me vencer e não consegui ver o desfecho do filme!
Mesmo assim, deu para ver o bom gosto da decoração de interiores dos cenários, nomeadamente no hotel onde se passa a história, em que um dos quartos tinha um papel de parede lindíssimo, igual ao que tenho numa das paredes da sala!! Tão giro! Já adorava o meu papel de parede e vê-lo assim, como fundo do Brad Pitt e do George Clooney ao mais alto nível é genial... quase que consegui imaginá-los cá em casa a jantar... Ai, ai!

domingo, 22 de abril de 2007

Música e Letras

Já não ia ao cinema há uma eternidade (o último filme tinha sido o Dèja Vu, em Maputo!), por isso, ontem lá fomos ver uma comédia romântica. Estava a precisar de um filme assim, levezinho, alegre e romântico, para despertar o meu estado de espírito.
Gostei do filme, mas não entra definitivamente para as minhas comédias românticas preferidas, talvez porque o argumento se aproxime ao estereótipo banal das comédias deste género. Apenas o contexto muda, neste caso, um músico outrora famoso e uma regadora de plantas que se torna a sua letrista. Não se pode tirar o mérito ao desempenho do Hugh Grant, com o seu humor caricato e peculiar (e em óptima forma, diga-se de passagem!), nem à Drew Barrymore, numa personagem desastrada, sensível e talentosa. De forma geral, conseguimos envolver-nos na história, que proporciona boas gargalhadas pelo meio.