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terça-feira, 29 de junho de 2010

Gravidices


Vou estar por aqui, a escrever de vez em quando. Estou feliz. :)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Mala de viagem 2010

Imagem Flickr

A metáfora da vida como uma viagem é muito usada, talvez porque assenta que nem uma luva, na vida de qualquer um... dos que viajam, dos que permanecem quietos. Dos que querem fazer mais da vida e dos que se cruzam com muita gente.


Nos primeiros dias do ano, dei comigo a pensar nesta viagem que é a vida, para os meus votos, desejos, objectivos ou resolução para este novo ano. E neste exercício, inevitavelmente contempla-se o percurso do ano que passou. Um caminho repleto de irregularidades no "terreno", com desafios e novidades inesperadas e com bifurcações que obrigaram a escolher o que seria melhor para mim. Uma jornada intensiva que me deu perspectivas novas sobre quem me acompanhava e quem deixou de fazer parte do meu "barco". Percorri todo o tipo de estradas, desde as rotinas mais monótonas e previsíveis como as nacionais, às situações mais desafiantes e modernas como as auto-estradas.

Atravessei nesta etapa um Inverno rigoroso e uma Primavera de muito "cultivo" e aproveitei um Verão feliz, muito feliz! O Outono acabou por me trazer a típica sensação de regresso às aulas, que implicou um friozinho na barriga, o desfazer das malas, guardar as recordações na gaveta da memória e o bronze da praia debaixo das mangas compridas do trabalho...

E apesar de esta minha resolução, tão minha e só minha, chegar tarde no calendário (não faz mal, nunca fui muito precoce em nada!) serve apenas para expressar o meu desejo de não ficar parada na mesma estação, e de transportar na bagagem apenas o essencial... a perspicácia e a intuição para fotografar a sinceridade e a essência dos que me rodeiam, roupa ligeira para me expor o suficiente ao "clima" local, mas agasalhos para me protegerem das "friezas" ocasionais; uma memória fresca para recordar com carinho os momentos especiais e não me esquecer da morada das "minhas pessoas", quando as visitar e ouvir, com paciência e generosidade nos bolsos; tranquilidade e gratidão para apreciar as paisagens à minha volta sem pressas... e coragem para arriscar por caminhos desconhecidos!
E nada de andar carregada com tristezas e preocupações de um lado para o outro...
De certeza que não precisarei de poupar sorrisos nesta minha mala de viagem... esses não pesam nada e nascem numa fonte inesgotável!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Percepção


A forma como encaramos o mundo que nos rodeia, a realidade, é a nossa perspectiva, a nossa percepção. É apenas uma representação mental, que pode ser distorcida. É a nossa visão sobre uma pessoa, situação ou objecto. É uma perspectiva inevitavelmente influenciada por quem fomos, somos e seremos e por quem temos à volta.

Só vemos o que queremos (ou conseguimos), e comportamo-nos "accordingly". E decidimos congruentemente. Sobre nós próprios, os outros, sobre tudo na vida.

Se percepciono que este espaço já não tem tanta piada e que ando sem inspiração, que mais vale "dar um tempo" às palavras e poupar os olhos a quem me lê, da "cerebrite" que me compele a escrever umas coisitas medianas... afasto-me por um tempo.

Um afastamento natural, sem discussão nem "baba e ranho" à mistura, típica das relações ambivalentes e imaturas. Mas também um afastamento sem justificações, promissor de um regresso esperançado (da minha parte).


A saudade já pairava há muito sobre os meus dedos ansiosos e viciados, mas os neurónios da escrita teimavam em não desenferrujar.

Ainda bem que a perspectiva pode evoluir e transformar as nossas vontades em acções, por mais simples que sejam.

Escrever é arriscar e concretizar quem sou, é tornar-me eu própria...
É deitar cá para fora um pouquinho do que vai cá dentro.
É organizar ideias ou sonhar que sou uma personagem diferente.
E eu gosto, muito. :D

Não faz mal se a minha percepção me segredar que sou boa nisto umas vezes e má noutras, provavelmente é mais real do que se disser que sou sempre mediana.

Hoje decidi escrever... sempre que me apetecer.

domingo, 5 de abril de 2009

Fotografia


Agora já me posso dedicar mais a sério a um dos meus interesses, a Fotografia.

Andava a poupar pacientemente, mas pelo aniversário recebi como presente uma Canon Reflex espectacular... Adorei e já comecei a fazer experiências (ainda tenho muito que aprender!). Amanhã vai fazer-me companhia para a Terceira.

Vamos ver como me saio nesta forma de expressão.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

31


Somei 31, no dia 31!

Um dia normal, com muitos mimos, meiguices, presentes especiais e muito carinho (e o meu bolo de chantilly com morangos!!).

Não posso desejar mais! :)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Que bela maneira de manifestar o stress...

Desde 4ª feira que ando com dores muito fortes na cervical. Cheguei a ficar com movimentos algo robóticos, a cabeça de lado com um ar um "cadito" snob porque o pescoço não mexia autonomamente e levei uma injecção intra-muscular que me fez ver estrelas. O frio não ajudou e a ausência de descanso também não. " No fim de semana melhoro de certeza..."

Pois é, o fim de semana está a acabar e as dores são mais que muitas. Eu diria que existem formas bem mais interessantes e menos dolorosas de demonstrar o stress, don't you think?

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Regresso


O regresso foi difícil. Adiado, ponderado, auto-prometido. Voltar a escrever no blog passou para um plano secundário, não por falta de tempo, um pouco por falta de vontade, necessidade de sair do mesmo registo, do mesmo estilo, outro tanto por cansaço de mais do mesmo, das mesmas ideias, pensamentos e palavras que teimam em não variar.




A motivação passou a ser "Vou voltar a escrever no blog, mas apetece-me mudar algo, passar a uma nova fase, como está a acontecer na minha vida". E a esta motivação foi acompanhada do querer o momento certo, a altura ideal, as palavras perfeitas, que nunca chegam.




Haveria tanto para partilhar, para escrever, para contar do que se passou nestes últimos meses... muitas, muito boas, outras, felizmente menos, mais tristes. Algo de marcante surgiu de forma mais ou menos repentina, mas muito desejada: uma mudança, profissional, com grande impacto na vida pessoal. Uma experiência única, inigualável, irrepetível, com tudo o que de péssimo e óptimo me está a oferecer.




Mas o que me "obrigou" ao regresso foi um estado de espírito que frequentemente me predispõe à escrita, um limbo entre a incapacidade de exprimir o que sinto e a vontade de libertar caminho para o rio de palavras retido no meu ser. Um estado em que habita a necessidade de compreender o que aconteceu, porque aconteceu e porque não fui capaz de prever... e me deixa sem fôlego, exausta para seguir em frente sem antes resolver o presente. Defeito... talvez! Feitio... definitivamente.




E agora, ao deitar, só quero sentir que a escrita foi catártica, e que me sinto mais ligeira.




Porque a desilusão só depende das nossas expectativas, que são nossas e podem deixar de o ser. E porque tudo o que percepcionamos hoje é relativo, é a nossa interpretação e não necessariamente a realidade e o que vivemos como sólido e duradouro pode, na verdade revelar-se circunstancial ou frágil. Porque podemos atenuar o que sentimos, é "só" mudar a forma como pensamos. Porque não estamos sempre certos... nem é preciso. Mas também não estamos sempre errados. Porque comunicar é preciso mas aceitar pode ser mais valioso.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

26 de Junho


Fechei um capítulo importante. Finalmente. Um capítulo moroso, penoso e pesado. O alívio é brutal. A alegria de receber a recompensa máxima traduzida pela óptima avaliação e pelas palavras motivantes foi melhor do que poderia imaginar, para quem queria simplesmente terminar (terminar bem, confesso).

Os meus ombros sentem-se tão leves como se tivesse perdido uma carga de 50 kgs... de cada lado!



Foi muito bom ter terminado o mestrado... e ainda melhor sentir que ao longo deste caminho passei por muito, mas sempre acompanhada dos mais queridos familiares e amigos, dos mais apoiantes nos momentos de desmotivação, dos mais tolerantes à rabujice irritante, dos mais pacientes para ouvirem coisas estranhas sobre o trabalho, dos mais desafiantes que testaram as minhas capacidades. Ponderei muito, procrastinei outro tanto, mas acabei. Entre momentos mais calmos e turbulentos no trabalho, ter-me casado, 2 missões intensas em Moçambique, emoções e vivências únicas, lá nasceu a (querida) tese!
Obrigada.
Estou feliz.

sábado, 21 de junho de 2008

Sentir o sentimento

A manhã foi produtiva ao nível do desenvolvimento pessoal. Ajudou-me a sentir o que estou a sentir, em vez de apenas pensar sobre o que sinto. Sentimentos ambivalentes, de optimismo e ansiedade, felicidade e tristeza, aproximação e rejeição, disponibilidade e impaciência, habitaram a minha semana. Hoje, a consciência do meu estado de espírito tornou-se mais saliente, mais viva, e acabou por realçar a ansiedade pelo que aí vem na próxima semana. Preciso de uma pausa, mas falta a recta final. Quero dedicar o tempo necessário, mas só há o tempo disponível, as sobras do que se gasta pelos imprevistos e as obrigações.



Cheguei a casa solitária e consciente, mas também inquieta. Obriguei-me à tal pausa, para descontrair e não pensar, antes de mergulhar no trabalho final. A fome não chegou, por isso não cumpro o almoço.


Acendo um incenso calmante e deito-me no sofá por instantes. A incapacidade (talvez culpa) de me centrar no meu descanso é tanta que me levanto após uns segundos, porque entendo os miares da Mel como um pedido de atenção nesta semana com muita ausência. Tento de outra forma, e vamos as duas à varanda. As brincadeiras felinas reconfortam-me, por excepção acendo um slim e inspiro profundamente... devolvo um sorriso ao sol. Transporto-me para perto de mim ao centrar-me naquele espaço simples, sem pensar na gramática complexa dos sentimentos. Ao fim de uns momentos, fecho o olhos e a tensão dilui-se, como açúcar num café quente. Estou ligeiramente tonta e descontraída. A Mel dorme agora tranquila e preciso da escrita para me organizar. Vou começar... porque está quase a acabar.

domingo, 25 de maio de 2008

Desábito

Desabituei-me a transportar-me para o meu refúgio ocasional. As saudades da escrita e das visitas bloguísticas ficaram numa gaveta escondida, em parte pelo ritmo un petit peu acelerado e tarefas acumuladas dos últimos tempos, em parte pela necessidade de me manter afastada do PC para além do estritamente necessário (que não tem sido pouco). Talvez ande à procura de coisas esquecidas noutras gavetas.


Palpita-me que os próximos tempos serão assim, irregulares, obrigados a dedicar o precious time a múltiplas actividades, tarefas, pessoas e sítios...


Ainda não recuperei do enorme cansaço mas vou recuperando... Ainda não respirei fundo e pensei "Não tenho nada de importante para fazer, que bom!" mas as exigências não páram... talvez a minha exigência não páre.


Vou voltando, aos pouquinhos.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

21 de Abril

Finalmente entreguei a tese! Estou de volta, com uma energia renovada, uma imagem renovada e com vontade de fazer coisas novas!
É bom sentirmos que alcançámos um objectivo (ainda falta a defesa, mas o pior já está!) e que podemos desfrutar de momentos de lazer sem culpa nem ansiedade.
Acordei do período de retiro prolongado para o mestrado e agora preciso de um "banho" de convívio com a família, diversão com os amigos, compras e mimos femininos, gastar mais energia física e menos mental... enfim, uma vida normal e mais activa da qual já tinha saudades!

sábado, 12 de abril de 2008

O que preciso nos próximos dias...

Clarity of mind


Inspiration
Já estou em contagem decrescente!

terça-feira, 1 de abril de 2008

30s'


Ontem completei 30 anos. Os "temidos" 30... os almejados 30. A idade em que passamos a estar definitivamente com os dois pés e o resto do corpo na adultícia, mesmo que a cabecinha não queira passar para esse número redondo. Há uns tempos comecei a pensar nisso com alguma atenção, sem grande seriedade mas com uma expectativa ligeiramente apreensiva... não sei porquê. Senti-me como todos os anos me sinto na passagem de um aniversário para o outro: na mesma, com as mesmas emoções, os mesmos objectivos e as mesmas idealizações do dia anterior.


Mas claro que, sem dramatizar, é uma idade sobre a qual se reflecte um pouquinho mais a sério (à semelhança de outras, concerteza). É a idade que nos obriga a fazer um balanço dos nosso anos de juventude e uma ponderação sobre os nossos objectivos futuros. Ao aproximar-me desta data, inevitavelmente lembrei-me e comparei-me com a miúda de 20 anos. E idealizei a mulher que visualizo aos 40... interessante exercício! Nem deprimente, nem saudosista... interessante!

Há 10 anos atrás... era muito mais sonhadora e ingénua que hoje... mas sei que daqui a 10 ainda me vai sobrar alguma dessa ingenuidade e capacidade para sonhar (com os pés um nadinha mais assentes na terra, espero).

Há 10 anos atrás... era muito mais tímida e insegura que hoje... e espero ser uma quarentona ainda mais segura do que já me sinto com 30.

Há 10 anos atrás... era ainda uma adolescente revoltada com o mundo e com todos, hoje aprendi a relativizar e ser mais tolerante... e sei que daqui a outra década ainda mais relativizarei, no papel de mãe (espero).

Há 10 anos atrás... era uma miúda gira apesar de não o reconhecer... hoje sinto-me uma mulher sensual e bonita (tem dias, ok!) e espero não perder essa sensação aos 40 (mesmo que esteja enganada!!!).

Há 10 anos atrás... estava nos primeiros passos em conhecer todos os prazeres da vida... e nos próximos 10 vou aproveitar ao máximo o que já conheço!!

Há 10 anos atrás pensava que os mais velhos não me percebiam minimamente... hoje dou valor à família e daqui a 10 espero ter a minha mais alargada!

Há 10 anos atrás não tinha cabelos brancos, nem sinais de rugas nem sombra de celulite... hoje estou óptima, obrigada! E que as rugas e outras marcas do tempo sejam irrisórias ao pé das conquistas aos 40.

Há 10 anos queria fazer um inter rail, ser uma mulher independente e bem sucedida, com o "namorado da minha vida" e o meu próprio carro... hoje sinto-me um bocadinho realizada apesar de não ter feito o inter rail e o "bem sucedida" ser muito relativo... mas o sorriso continua o mesmo quando penso nos objectivos para os 40! E também o mesmo quando ando numa montanha russa, como pipocas ou recebo um carinho ou surpresa de quem gosto...

Por isso, mesmo que o meu dia tenha sido uma treta, por ter passado o tempo todo agarrada à "querida" tese... com intervalos sorridentes de mails, sms, telefonemas e mimos... e de não ter tido o meu tradicional bolo de chantilly com morangos... não faz mal, porque sinto que tudo o que sou eu está cá aos 30... e vai estar aos 40!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Bye Bye for a while!

Bom Domingo!

Decidi ausentar-me por uns tempos e esconder-me nos meus humildes aposentos... Para além de andar sem grande inspiração para o meu espaço na blogosfera, chegou a altura de dedicar todo o meu tempo livre à conclusão do meu objectivo! Já não tenho muito tempo!
Espero regressar com uma energia renovada, quer para a escrita, quer para as minhas visitas bloguísticas. Portem-se beeem!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Sete




Desafio proposto pelo Sadeek e pela Ni: relacionar o número 7 com a minha pessoa para ficarem a saber um pouco mais sobre mim. Aqui vai...



7 Coisas que sei fazer bem:

  • Comer (gosto muito, não sou daquelas pessoas que comem para viver, mas também não vivo para comer!)
  • Sorrir (desde o sorriso tímido ao sorriso de orelha a orelha, tenho vários!)
  • Ouvir (tenho muita paciência, até demais!)
  • Tarefas/actividades que exijam precisão e concentração (não, não é crochet! snooker, ténis de mesa, tiro)
  • Sonhar acordada
  • Desportos de equipa (basket, futebol, volei... principalmente qdo era miúda, ou seja...sabia, mas continuo a gostar)
  • Perder tempo a pensar em tontices

7 Coisas que não sei fazer:

  • Cantar
  • Assobiar com os dedos na boca, daqueles assobios estridentes e fortes que os miúdos sabem fazer tão bem
  • Tocar um instrumento musical (pois, tocar o "Parabéns a Você", "Frère Jacques" ou a "Música do Vitinho" que aprendi de ouvido quando era miúda e tocava no órgão não conta!)
  • Contar anedotas ou piadas (não tenho piadinha nenhuma!)
  • Arrotar de propósito (também não faço questão!)
  • A minha manicure (por falta de paciência e de jeito)
  • Pilotar um avião

7 Coisas que digo frequentemente:

  • Ah, pois é!
  • Fogo!
  • Meeel! Meluska!
  • Não posso! Tás a gozar?!
  • Bolas!
  • Tótó!
  • Obrigada

7 Qualidades que aprecio no sexo oposto:

  • Inteligência
  • Bom humor
  • Afectivo
  • Sorriso de miúdo
  • Honestidade
  • Ser atencioso/cavalheiro
  • Dizer não só o que pensa, mas o que sente, mas revelando preocupação com o outro

7 Filmes preferidos:

  • Amélie
  • A vida é bela
  • Indiana Jones (todos)
  • I am Sam
  • Harry Potter
  • Closer
  • Uma mente brilhante

7 Actores/actrizes preferidos/as:

  • Harrison Ford
  • Sean Penn
  • Brad Pitt
  • Jude Law
  • Clive Owen
  • Russel Crowe
  • Jodie Foster

7 Vítimas:

  • Pensador
  • Pedro M
  • Primanocte
  • Carol
  • Safira
  • Mik@
  • Pearl

Nota: Se calhar alguns dos felizes contemplados até já fizeram este desafio... aguentem-se!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Caos


Há dias que parecem autênticos filmes . Tenho a certeza que hoje foi um deles e provavelmente não só para mim!




Ontem o meu vizinho de cima decidiu berrar com a namorada até às 3 da manhã, até um dos vizinhos importunados ter perdido a paciência e desatar a bater nas paredes para calar o pio ao energúmeno, não bastasse já o trovejar e a chuva que enfureciam as persianas contra as janelas.


Às 7h30, quando saí de casa, mal sonhava que era o início de um dia caótico.

O stress do trânsito, da chuva, dos lagos que a noite desaguou afectou todos os habitantes de Lisboa e arredores. É nestes dias que devemos pensar "Ok, vou chegar atrasada, mas não vou ser a única, toda a gente está na mesma situação, não stresses!" Mas...(tem sempre de existir um "mas" irritantezinho) hoje estou de serviço durante 24h e tinha a responsabilidade de render a pessoa que ia sair às 9h30!! E foi mesmo por isso que o stress acabou por vencer, pelo caminho inundado de carros e correntes de água, estradas cortadas, fios eléctricos a arder, sirenes de bombeiros e ambulâncias, heróis vestidos de amarelo a fazer o possível, outros de azul e outros ainda de vermelho, numa entreajuda desajudada pelos automobilistas impacientes e impotentes.

Chego ao trabalho quase 3h depois de ter saído de casa, mais desgastada que num fim de tarde atribulado pelo dia preenchido.


Correu tudo bem, e cá estou eu de serviço, até amanhã de manhã.

Muito mais histórias existirão para o dia de hoje, algumas concerteza mais tristes (infelizmente)...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Dias

Dias repartidos entre preguiça e trabalho, têm sido assim, os últimos. Dias de férias que por opção são destinados a fechar um capítulo.
Visto-me de prática, mentalizo-me de empenhada e todas as manhãs me dói a cabeça, por mais que não lhe dê importância, ela faz-se de forte, a dor.
“Lá terá de ser um Benuron a seguir ao almoço improvisado”, penso eu. Não são preocupações, não é o cansaço, talvez as consequências da nova rotina, convenço-me.
Ando pensativa, mas tranquila. Faz-me bem o silêncio da casa, quebrado pelos miares de mimo da minha doce felina, a quem sorrio por me aconchegar a alma.
O dia está solarengo, oiço os risos e as brincadeiras dos miúdos da escola, que correm quando ecoa a campainha do recreio.
Poderia ter de me fazer refém por obrigação e responsabilidade, mas não é o caso, não me importo de não sair há dois dias. Sabe-me bem o sossego que preciso para o trabalho, o estar disponível para mim, para me distrair com uma música ou descansar no sofá com umas linhas do Equador.
À noite, um jantar caseiro e 2 episódios de Lost com a melhor companhia possível.
Continuo pensativa… e tranquila.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Resolução 2008

Desaparecida (da blogosfera), desorientada (sem grandes objectivos), desinteressada (pouco motivada para tudo) e desinteressante (ando sem conversa e sem palavras, nem sequer com novidades para contar), desinspirada (com pensamentos e ideias monótonas). É assim que ando ultimamente, o que não é habitual em início de um Novo Ano, comigo ou com qualquer pessoa normal.


E eis que, após um dia de temporal, inicialmente morno, com momentos um pouco irritantes ao fim da tarde... Fez-se "o" click! Sim, poderão pensar que estou algo atrasada, visto estarmos no 3º dia do ano, mas este tipo de click é daqueles que podemos ter em qualquer altura do ano, quando nos decidimos a mudar ou a cumprir um objectivo que nos desafia e motiva para o que quisermos. Um click pelo qual me vou esforçar para se manter "on" sem passar automaticamente a off quando algo correr mal.


Basicamente, a minha resolução para 2008 é "Pensar mais em mim".


Pode parecer a resolução mais egocêntrica do mundo, mas é mesmo esta, apaixonei-me por ela assim que me assolou ao pensamento, como me apaixono por aquele vestido preto lindíssimo que vi na montra de uma loja. É este, é mesmo este!


Quero pensar mais em mim neste ano em que vou celebrar a minha terceira década de existência, porque o mereço. Quero pensar mais em mim e nas minhas necessidades porque tenho de arranjar tempo para acabar a tese do meu mestrado, em vez de me preocupar com as lides domésticas (não é tanto preocupação, é mais desculpa) ou em estar com os amigos que já não vejo há tanto tempo.


Vou pensar mais em mim, sem me culpabilizar por não estar tão disponível para os pais, os tios, primos ou amigos, porque não posso esticar o tempo nem estar em 3 sítios simultaneamente.


Vou ser egoísta, pensando em mim, porque não quero mais ser a compreensiva e tolerante, e esperar por pessoas que não me querem bem suficiente para estar comigo quando preciso.


Serei dura comigo mesmo, a pensar em mim e no meu bem, ao aplicar-me dois estaladões psicológicos para seguir em frente quando escorrego e caio pelo caminho, porque às vezes não há tempo para lamber as feridas e reflectir sobre como caímos.


Quero ser mais minha amiga e estar com quem me faz sorrir em vez de tentar agradar quem julgo ser mais e melhor que eu.


Pensarei mais em mim sem esperar que os outros mudem de atitude simplesmente porque sinto que é o certo, porque só muda quem reconhece que não está bem, e porque se não mudam é porque são felizes.


Quero viver com mais qualidade, aprendendo simplesmente a relaxar e a mimar-me, a ler um bom livro sem me sentir ansiosa por ser algo "menos útil" ou a passar um fim de tarde numa esplanada sem olhar para o relógio.

Vou pensar mais em mim sem querer gerir as expectativas que os outros poderão construir sobre o que sou e o que valho, porque EU tenho de saber o que sou, o que quero ser e o que valho. E palpita-me que (após quase 3 décadas de existência) estou no bom caminho, palpita-me que sim ...

PS- E o meu querido? Esse faz parte de mim...
Foto retirada de Vikifloki, DeviantArt

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Chuva

Os meus dias têm sido assim, chuvosos. O som da chuva deprime-me, a forma como corre faz-me escorregar e sentir o chão pouco seguro. Coloco-me em causa.
Tem chovido muito por estes lados e a nuvem que teima em pairar aqui por cima não quer ir embora.
Desculpem-me os que estão perto de mim, porque a companhia tem sido péssima...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Há dias assim...

6:30 - Toca a levantar, depois de uns minutos longos após o despertador reclamar insistentemente



7:15 - Enfrento o trânsito da A5, com um ingrediente adicional a contribuir, o nevoeiro cerrado. Como pitada de surrealismo, vi um carro a sinalizar os 4 piscas e pensei "Oh, não! Acidente...". No entanto, quando vi o carro a contornar algo que não um carro, mota ou triângulo sinalizador, estranhei... Olhei para o lado, por onde atravessava calmamente um pato em plena A5!! A sério, não foi um sonho nem imaginação, era mesmo um pato!!


Refeita deste episódio único, lá segui para o trabalho, onde troquei de carro para seguir para Beja (onde hoje trabalhei), sempre com o nevoeiro e o rádio como companhias.


18:15 - Depois de um dia de trabalho normal, sem grandes percalços pelo meio, regresso à minha terrinha e, após uma visita necessária à farmácia, um cão a passear sem trela mija-me a frente do carro mesmo à minha frente!! Há cães com muito descaramento...



18:30 - Finalmente em casa, a Mel recebe-me com umas lambidelas meigas e mia por querer brincadeira. Recebo um telefonema relacionado com trabalho que me consome a energia necessária para uma hora de corrida num dia de calor com 30º, sobre a areia da praia... e ainda me oferece como bónus alguma tensão para acumular na cervical e arredores.




19:30 - O "meu mais-que-tudo-se-não-fosses-tu-dava-em-doida-com-tudo" chega a casa, e carinhosamente prepara uma coisa rápida para jantarmos enquanto vemos as notícias na TV.


O dia ainda não terminou mas parece interminável (tenho tanto por fazer...). Não é que tenha sido mau, apenas consumidor de muita energia... que já não era muita, pelo cansaço e um dia anterior atribulado. Não vou reclamar, apenas esperar por um mais descansado amanhã... (please)
P.S.: Nos dias em que passo quase 6h a conduzir, só falem comigo se for para me oferecerem uma massagem...