terça-feira, 14 de outubro de 2008

Regresso


O regresso foi difícil. Adiado, ponderado, auto-prometido. Voltar a escrever no blog passou para um plano secundário, não por falta de tempo, um pouco por falta de vontade, necessidade de sair do mesmo registo, do mesmo estilo, outro tanto por cansaço de mais do mesmo, das mesmas ideias, pensamentos e palavras que teimam em não variar.




A motivação passou a ser "Vou voltar a escrever no blog, mas apetece-me mudar algo, passar a uma nova fase, como está a acontecer na minha vida". E a esta motivação foi acompanhada do querer o momento certo, a altura ideal, as palavras perfeitas, que nunca chegam.




Haveria tanto para partilhar, para escrever, para contar do que se passou nestes últimos meses... muitas, muito boas, outras, felizmente menos, mais tristes. Algo de marcante surgiu de forma mais ou menos repentina, mas muito desejada: uma mudança, profissional, com grande impacto na vida pessoal. Uma experiência única, inigualável, irrepetível, com tudo o que de péssimo e óptimo me está a oferecer.




Mas o que me "obrigou" ao regresso foi um estado de espírito que frequentemente me predispõe à escrita, um limbo entre a incapacidade de exprimir o que sinto e a vontade de libertar caminho para o rio de palavras retido no meu ser. Um estado em que habita a necessidade de compreender o que aconteceu, porque aconteceu e porque não fui capaz de prever... e me deixa sem fôlego, exausta para seguir em frente sem antes resolver o presente. Defeito... talvez! Feitio... definitivamente.




E agora, ao deitar, só quero sentir que a escrita foi catártica, e que me sinto mais ligeira.




Porque a desilusão só depende das nossas expectativas, que são nossas e podem deixar de o ser. E porque tudo o que percepcionamos hoje é relativo, é a nossa interpretação e não necessariamente a realidade e o que vivemos como sólido e duradouro pode, na verdade revelar-se circunstancial ou frágil. Porque podemos atenuar o que sentimos, é "só" mudar a forma como pensamos. Porque não estamos sempre certos... nem é preciso. Mas também não estamos sempre errados. Porque comunicar é preciso mas aceitar pode ser mais valioso.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Go On



A minha preferida do Álbum "Sleep Through the Static" de Jack Johnson.

Go on... just go on...

Linda!






Go On - Jack Johnson

sexta-feira, 4 de julho de 2008

26 de Junho


Fechei um capítulo importante. Finalmente. Um capítulo moroso, penoso e pesado. O alívio é brutal. A alegria de receber a recompensa máxima traduzida pela óptima avaliação e pelas palavras motivantes foi melhor do que poderia imaginar, para quem queria simplesmente terminar (terminar bem, confesso).

Os meus ombros sentem-se tão leves como se tivesse perdido uma carga de 50 kgs... de cada lado!



Foi muito bom ter terminado o mestrado... e ainda melhor sentir que ao longo deste caminho passei por muito, mas sempre acompanhada dos mais queridos familiares e amigos, dos mais apoiantes nos momentos de desmotivação, dos mais tolerantes à rabujice irritante, dos mais pacientes para ouvirem coisas estranhas sobre o trabalho, dos mais desafiantes que testaram as minhas capacidades. Ponderei muito, procrastinei outro tanto, mas acabei. Entre momentos mais calmos e turbulentos no trabalho, ter-me casado, 2 missões intensas em Moçambique, emoções e vivências únicas, lá nasceu a (querida) tese!
Obrigada.
Estou feliz.

sábado, 21 de junho de 2008

Sentir o sentimento

A manhã foi produtiva ao nível do desenvolvimento pessoal. Ajudou-me a sentir o que estou a sentir, em vez de apenas pensar sobre o que sinto. Sentimentos ambivalentes, de optimismo e ansiedade, felicidade e tristeza, aproximação e rejeição, disponibilidade e impaciência, habitaram a minha semana. Hoje, a consciência do meu estado de espírito tornou-se mais saliente, mais viva, e acabou por realçar a ansiedade pelo que aí vem na próxima semana. Preciso de uma pausa, mas falta a recta final. Quero dedicar o tempo necessário, mas só há o tempo disponível, as sobras do que se gasta pelos imprevistos e as obrigações.



Cheguei a casa solitária e consciente, mas também inquieta. Obriguei-me à tal pausa, para descontrair e não pensar, antes de mergulhar no trabalho final. A fome não chegou, por isso não cumpro o almoço.


Acendo um incenso calmante e deito-me no sofá por instantes. A incapacidade (talvez culpa) de me centrar no meu descanso é tanta que me levanto após uns segundos, porque entendo os miares da Mel como um pedido de atenção nesta semana com muita ausência. Tento de outra forma, e vamos as duas à varanda. As brincadeiras felinas reconfortam-me, por excepção acendo um slim e inspiro profundamente... devolvo um sorriso ao sol. Transporto-me para perto de mim ao centrar-me naquele espaço simples, sem pensar na gramática complexa dos sentimentos. Ao fim de uns momentos, fecho o olhos e a tensão dilui-se, como açúcar num café quente. Estou ligeiramente tonta e descontraída. A Mel dorme agora tranquila e preciso da escrita para me organizar. Vou começar... porque está quase a acabar.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Mercy



Muito bom.... mesmo!

domingo, 15 de junho de 2008

Herói de outros tempos



Há dias fui finalmente ver o meu herói da adolescência, depois de tanta saudade. Digam o que disserem, para mim o filme vale a pena simplesmente pelo regresso, pelo humor empolgante e pela aventura característica. Não vou revê-lo 20 vezes como fiz com "O Templo Perdido" (o meu favorito), mas deixa um gostinho especial de reviver de velhos tempos, com o Indy e o seu chapéu, sabedoria de arqueólogo, paixão pela aventura e a música inesquecível... Tã ta ra tahh, tã tã raaa... :)

Let's go for a ride X

Foto retirada de Flickr
Aproveitem o calor! Bom Domingo!

domingo, 8 de junho de 2008

Esperança



Foi um bom começo!



terça-feira, 3 de junho de 2008

Máscara

Máscaras, há tantas. São as peles que podemos escolher para esconder... vestir para disfarçar... usar para enganar... são máscaras.

De fantasia, invisíveis ou de dia-a-dia, mas, ah... pois há!

Há gente que é clara, mas se mascara, de dura, de forte, até de indiferente. Outros, também, têm diversas... leais, amigas e quem sabe, secretas. Escondem sorrisos, malícias, perigos... para proteger ou manipular.


Não entendo o motivo, de tanto disfarce. Será duro, impossível, ser mais transparente?
Somos humanos e misteriosos... teremos de ser tão cuidadosos? Não revelar a essência do ser, aproveitar fraquezas e faltas de saber?

Pois há quem perceba que a máscara cai, ou que tanto engodo, simplesmente não vai!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Gelado de Bolacha Oreo


Ingredientes:

3 pacotes pequenos de natas para bater

1/2 lata de leite condensado (das pequenas)

3 pacotes de bolachas Oreo (cada pacote tem 4 bolachas)





Desfaz-se a bolacha Oreo em pedacinhos pequenos (não convém ficar completamente em pó), por exemplo com uma picadora. Batem-se as natas à parte até ficarem bem firmes (convém estarem bem frescas para crescerem). Junta-se meia lata de leite condensado às natas e de seguida a bolacha desfeita, envolve-se bem e vai ao congelador. O gelado é óptimo! Pode ser que atraia o Verão...

domingo, 25 de maio de 2008

Desábito

Desabituei-me a transportar-me para o meu refúgio ocasional. As saudades da escrita e das visitas bloguísticas ficaram numa gaveta escondida, em parte pelo ritmo un petit peu acelerado e tarefas acumuladas dos últimos tempos, em parte pela necessidade de me manter afastada do PC para além do estritamente necessário (que não tem sido pouco). Talvez ande à procura de coisas esquecidas noutras gavetas.


Palpita-me que os próximos tempos serão assim, irregulares, obrigados a dedicar o precious time a múltiplas actividades, tarefas, pessoas e sítios...


Ainda não recuperei do enorme cansaço mas vou recuperando... Ainda não respirei fundo e pensei "Não tenho nada de importante para fazer, que bom!" mas as exigências não páram... talvez a minha exigência não páre.


Vou voltando, aos pouquinhos.

sábado, 10 de maio de 2008

A minha descoberta musical mais recente

Asa (pronuncia-se Asha) é uma cantora nigeriana que consegue transmitir boa disposição e tranquilidade, com a sua voz melodiosa e sotaque peculiar. Apreciem o "Fire on the Mountain"!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

21 de Abril

Finalmente entreguei a tese! Estou de volta, com uma energia renovada, uma imagem renovada e com vontade de fazer coisas novas!
É bom sentirmos que alcançámos um objectivo (ainda falta a defesa, mas o pior já está!) e que podemos desfrutar de momentos de lazer sem culpa nem ansiedade.
Acordei do período de retiro prolongado para o mestrado e agora preciso de um "banho" de convívio com a família, diversão com os amigos, compras e mimos femininos, gastar mais energia física e menos mental... enfim, uma vida normal e mais activa da qual já tinha saudades!

sábado, 12 de abril de 2008

O que preciso nos próximos dias...

Clarity of mind


Inspiration
Já estou em contagem decrescente!

terça-feira, 1 de abril de 2008

30s'


Ontem completei 30 anos. Os "temidos" 30... os almejados 30. A idade em que passamos a estar definitivamente com os dois pés e o resto do corpo na adultícia, mesmo que a cabecinha não queira passar para esse número redondo. Há uns tempos comecei a pensar nisso com alguma atenção, sem grande seriedade mas com uma expectativa ligeiramente apreensiva... não sei porquê. Senti-me como todos os anos me sinto na passagem de um aniversário para o outro: na mesma, com as mesmas emoções, os mesmos objectivos e as mesmas idealizações do dia anterior.


Mas claro que, sem dramatizar, é uma idade sobre a qual se reflecte um pouquinho mais a sério (à semelhança de outras, concerteza). É a idade que nos obriga a fazer um balanço dos nosso anos de juventude e uma ponderação sobre os nossos objectivos futuros. Ao aproximar-me desta data, inevitavelmente lembrei-me e comparei-me com a miúda de 20 anos. E idealizei a mulher que visualizo aos 40... interessante exercício! Nem deprimente, nem saudosista... interessante!

Há 10 anos atrás... era muito mais sonhadora e ingénua que hoje... mas sei que daqui a 10 ainda me vai sobrar alguma dessa ingenuidade e capacidade para sonhar (com os pés um nadinha mais assentes na terra, espero).

Há 10 anos atrás... era muito mais tímida e insegura que hoje... e espero ser uma quarentona ainda mais segura do que já me sinto com 30.

Há 10 anos atrás... era ainda uma adolescente revoltada com o mundo e com todos, hoje aprendi a relativizar e ser mais tolerante... e sei que daqui a outra década ainda mais relativizarei, no papel de mãe (espero).

Há 10 anos atrás... era uma miúda gira apesar de não o reconhecer... hoje sinto-me uma mulher sensual e bonita (tem dias, ok!) e espero não perder essa sensação aos 40 (mesmo que esteja enganada!!!).

Há 10 anos atrás... estava nos primeiros passos em conhecer todos os prazeres da vida... e nos próximos 10 vou aproveitar ao máximo o que já conheço!!

Há 10 anos atrás pensava que os mais velhos não me percebiam minimamente... hoje dou valor à família e daqui a 10 espero ter a minha mais alargada!

Há 10 anos atrás não tinha cabelos brancos, nem sinais de rugas nem sombra de celulite... hoje estou óptima, obrigada! E que as rugas e outras marcas do tempo sejam irrisórias ao pé das conquistas aos 40.

Há 10 anos queria fazer um inter rail, ser uma mulher independente e bem sucedida, com o "namorado da minha vida" e o meu próprio carro... hoje sinto-me um bocadinho realizada apesar de não ter feito o inter rail e o "bem sucedida" ser muito relativo... mas o sorriso continua o mesmo quando penso nos objectivos para os 40! E também o mesmo quando ando numa montanha russa, como pipocas ou recebo um carinho ou surpresa de quem gosto...

Por isso, mesmo que o meu dia tenha sido uma treta, por ter passado o tempo todo agarrada à "querida" tese... com intervalos sorridentes de mails, sms, telefonemas e mimos... e de não ter tido o meu tradicional bolo de chantilly com morangos... não faz mal, porque sinto que tudo o que sou eu está cá aos 30... e vai estar aos 40!