domingo, 16 de novembro de 2008

Quem disse que era fácil comprar um pijama?

No meio de um fim de semana relâmpago, uma vez que hoje, domingo, já estou de serviço, de volta à minha "escolinha", decidi ir comprar um pijama novo que já me fazia falta. Claro que tinha imenso que fazer, entre lavar as toalhas, passar as t-shirts, fazer o trabalho de inglês ou estudar para direito, ou, mais importante e apetecível ainda, aproveitar o pouco tempo com o meu querido de formas mais interessantes... mas precisava de um pijama!! E lá fui eu a arranjar desculpas pelo caminho para reduzir a minha dissonância cognitiva pelo "dever das coisas importantes": "Aproveitamos para espairecer... vamos dando uma vista de olhos nas prendas para o Natal... faz bem sair de casa!" Enfim, até teria sido assim se a compra tivesse sido rápida e fácil, mas não foi o caso!


Ora bem, decidi que na minha próxima vida vou ser estilista e desenhar pijamas, roupa interior e afins! Na verdade não existe muita escolha para além da Women' Secret e da Oysho, a um preço que não tenha efeitos oftalmológicos, isto é, que não custe os olhos da cara ou nos ponha os olhos em bico!! Ehehe


É que no fundo das minhas gavetas cerebrais algo desarrumadas, naquelas mais recônditas e criativas, eu consigo imaginar modelitos de pijamas lindos, sensuais e confortáveis, a um preço jeitoso. E ainda são alguns, os modelos que desfilam na passerelle da minha imaginação, porque não consigo gostar de mais de 30% das opções que estas lojas oferecem! Ou são desconfortáveis, quentes demais, frescos demais, infantis demais ou com tantos pormenores que fico na dúvida se estou à frente de um vestido para sair à noite ou daquela roupinha que serve pra nos metermos na cama confortáveis... bem, tenho de admitir que para mim tem esse objectivo, mas também não gosto de dormir desmazelada, com as calças de fato treino à pescador e a t-shirt rota com 15 anos.

Como nunca tinha reflectido sobre isto, fiquei a conhecer-me melhor quanto ao meu gosto pelos pijamas: já passei a fase dos modelos infantis com corações e ursinhos fofinhos cor de rosinha e talvez ainda não tenha chegado à fase do cetim e renda para todos os dias. Bonecadas q.b., bastante conforto com algum estilo e feminilidade.

O resultado da procura pouco pragmática do pijama, após saltitos entre as duas lojas e alguma indecisão entre um modelo mais girly e outro mais crescidito... foi imenso tempo perdido mas um pijama engraçadito!! Não há paciência Jasmim!

domingo, 9 de novembro de 2008

Bonecas Russas


A vontade de ir ao cinema era muita, mas o cansaço e a falta de energia provocada pela constipação (que se torna mais forte desde sexta feira) não deixaram e acabei por ver em DVD um filme que estava na minha lista há muito tempo, o "Bonecas Russas".


Se gostaram da "Residência Espanhola", vão adorar este, que é uma espécie de continuação, visto ter as mesmas personagens numa fase de vida diferente.


O argumento é simplesmente delicioso, original e divertido, mas bem diferente das típicas comédias românticas. O tema? O amor, as relações e as coisas simples da vida. Fez-me lembrar o Amélie, que também é magnífico.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ser feliz...


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,

mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.

E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver

apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar

um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um 'não'.

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...


Fernando Pessoa

domingo, 26 de outubro de 2008

Gaspar


O Gaspar é o novo reguila cá de casa. Há cerca de dois meses decidimos trazer uma companhia para a Mel, que andava muito sozinha e carente cá por casa.
Foi uma verdadeira aventura, já que a Mel afinal não gostou da ideia e rejeitou o pequenito de 3 meses. Para além disso, ele ficou doente quando foi desparasitado, esteve à beira da morte com suspeitas de uma doença grave (afinal foi só suspeita!), recuperou, mas infelizmente com sequelas na coordenação motora, por ter ficado imensos dias sem comer (provavelmente com uma hipoplasia cerebral). Como se não bastasse, o bravo Gaspar ficou com uma inflamação nos ouvidos e vias respiratórias e continua até hoje ranhoso... e pelo percurso, a Mel, quando já parecia tolerá-lo e aceitá-lo, mordeu o pequenito no lombo e ficou com mais uma ferida para a colecção!
Não foi nada fácil... muita angústia, muitas idas ao veterinário, muito sofrimento para o Gasparzito... mas o malandro conquistou-nos e por aqui anda, já dono e senhor do território da Mel.
Agora já são mais amigos, ou melhor, sem grandes confianças, mas com muita provocação do Gaspar, ciúmes da Mel e algumas brincadeiras pelo meio.
Sim, dão um bocadinho de trabalho, mas a companhia e a ternura destes felinos compensa!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Danças de Salão

Isto de ter novamente o estatuto de aluna dá direito a algumas actividades extracurriculares... Hoje foram as danças! Kuduru, Bachata e Salsa... Já conhecia e foi óptimo para descomprimir, rir e conviver!


Mas há mais... O tempo é que não sobra!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Regresso


O regresso foi difícil. Adiado, ponderado, auto-prometido. Voltar a escrever no blog passou para um plano secundário, não por falta de tempo, um pouco por falta de vontade, necessidade de sair do mesmo registo, do mesmo estilo, outro tanto por cansaço de mais do mesmo, das mesmas ideias, pensamentos e palavras que teimam em não variar.




A motivação passou a ser "Vou voltar a escrever no blog, mas apetece-me mudar algo, passar a uma nova fase, como está a acontecer na minha vida". E a esta motivação foi acompanhada do querer o momento certo, a altura ideal, as palavras perfeitas, que nunca chegam.




Haveria tanto para partilhar, para escrever, para contar do que se passou nestes últimos meses... muitas, muito boas, outras, felizmente menos, mais tristes. Algo de marcante surgiu de forma mais ou menos repentina, mas muito desejada: uma mudança, profissional, com grande impacto na vida pessoal. Uma experiência única, inigualável, irrepetível, com tudo o que de péssimo e óptimo me está a oferecer.




Mas o que me "obrigou" ao regresso foi um estado de espírito que frequentemente me predispõe à escrita, um limbo entre a incapacidade de exprimir o que sinto e a vontade de libertar caminho para o rio de palavras retido no meu ser. Um estado em que habita a necessidade de compreender o que aconteceu, porque aconteceu e porque não fui capaz de prever... e me deixa sem fôlego, exausta para seguir em frente sem antes resolver o presente. Defeito... talvez! Feitio... definitivamente.




E agora, ao deitar, só quero sentir que a escrita foi catártica, e que me sinto mais ligeira.




Porque a desilusão só depende das nossas expectativas, que são nossas e podem deixar de o ser. E porque tudo o que percepcionamos hoje é relativo, é a nossa interpretação e não necessariamente a realidade e o que vivemos como sólido e duradouro pode, na verdade revelar-se circunstancial ou frágil. Porque podemos atenuar o que sentimos, é "só" mudar a forma como pensamos. Porque não estamos sempre certos... nem é preciso. Mas também não estamos sempre errados. Porque comunicar é preciso mas aceitar pode ser mais valioso.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Go On



A minha preferida do Álbum "Sleep Through the Static" de Jack Johnson.

Go on... just go on...

Linda!






Go On - Jack Johnson

sexta-feira, 4 de julho de 2008

26 de Junho


Fechei um capítulo importante. Finalmente. Um capítulo moroso, penoso e pesado. O alívio é brutal. A alegria de receber a recompensa máxima traduzida pela óptima avaliação e pelas palavras motivantes foi melhor do que poderia imaginar, para quem queria simplesmente terminar (terminar bem, confesso).

Os meus ombros sentem-se tão leves como se tivesse perdido uma carga de 50 kgs... de cada lado!



Foi muito bom ter terminado o mestrado... e ainda melhor sentir que ao longo deste caminho passei por muito, mas sempre acompanhada dos mais queridos familiares e amigos, dos mais apoiantes nos momentos de desmotivação, dos mais tolerantes à rabujice irritante, dos mais pacientes para ouvirem coisas estranhas sobre o trabalho, dos mais desafiantes que testaram as minhas capacidades. Ponderei muito, procrastinei outro tanto, mas acabei. Entre momentos mais calmos e turbulentos no trabalho, ter-me casado, 2 missões intensas em Moçambique, emoções e vivências únicas, lá nasceu a (querida) tese!
Obrigada.
Estou feliz.

sábado, 21 de junho de 2008

Sentir o sentimento

A manhã foi produtiva ao nível do desenvolvimento pessoal. Ajudou-me a sentir o que estou a sentir, em vez de apenas pensar sobre o que sinto. Sentimentos ambivalentes, de optimismo e ansiedade, felicidade e tristeza, aproximação e rejeição, disponibilidade e impaciência, habitaram a minha semana. Hoje, a consciência do meu estado de espírito tornou-se mais saliente, mais viva, e acabou por realçar a ansiedade pelo que aí vem na próxima semana. Preciso de uma pausa, mas falta a recta final. Quero dedicar o tempo necessário, mas só há o tempo disponível, as sobras do que se gasta pelos imprevistos e as obrigações.



Cheguei a casa solitária e consciente, mas também inquieta. Obriguei-me à tal pausa, para descontrair e não pensar, antes de mergulhar no trabalho final. A fome não chegou, por isso não cumpro o almoço.


Acendo um incenso calmante e deito-me no sofá por instantes. A incapacidade (talvez culpa) de me centrar no meu descanso é tanta que me levanto após uns segundos, porque entendo os miares da Mel como um pedido de atenção nesta semana com muita ausência. Tento de outra forma, e vamos as duas à varanda. As brincadeiras felinas reconfortam-me, por excepção acendo um slim e inspiro profundamente... devolvo um sorriso ao sol. Transporto-me para perto de mim ao centrar-me naquele espaço simples, sem pensar na gramática complexa dos sentimentos. Ao fim de uns momentos, fecho o olhos e a tensão dilui-se, como açúcar num café quente. Estou ligeiramente tonta e descontraída. A Mel dorme agora tranquila e preciso da escrita para me organizar. Vou começar... porque está quase a acabar.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Mercy



Muito bom.... mesmo!

domingo, 15 de junho de 2008

Herói de outros tempos



Há dias fui finalmente ver o meu herói da adolescência, depois de tanta saudade. Digam o que disserem, para mim o filme vale a pena simplesmente pelo regresso, pelo humor empolgante e pela aventura característica. Não vou revê-lo 20 vezes como fiz com "O Templo Perdido" (o meu favorito), mas deixa um gostinho especial de reviver de velhos tempos, com o Indy e o seu chapéu, sabedoria de arqueólogo, paixão pela aventura e a música inesquecível... Tã ta ra tahh, tã tã raaa... :)

Let's go for a ride X

Foto retirada de Flickr
Aproveitem o calor! Bom Domingo!

domingo, 8 de junho de 2008

Esperança



Foi um bom começo!



terça-feira, 3 de junho de 2008

Máscara

Máscaras, há tantas. São as peles que podemos escolher para esconder... vestir para disfarçar... usar para enganar... são máscaras.

De fantasia, invisíveis ou de dia-a-dia, mas, ah... pois há!

Há gente que é clara, mas se mascara, de dura, de forte, até de indiferente. Outros, também, têm diversas... leais, amigas e quem sabe, secretas. Escondem sorrisos, malícias, perigos... para proteger ou manipular.


Não entendo o motivo, de tanto disfarce. Será duro, impossível, ser mais transparente?
Somos humanos e misteriosos... teremos de ser tão cuidadosos? Não revelar a essência do ser, aproveitar fraquezas e faltas de saber?

Pois há quem perceba que a máscara cai, ou que tanto engodo, simplesmente não vai!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Gelado de Bolacha Oreo


Ingredientes:

3 pacotes pequenos de natas para bater

1/2 lata de leite condensado (das pequenas)

3 pacotes de bolachas Oreo (cada pacote tem 4 bolachas)





Desfaz-se a bolacha Oreo em pedacinhos pequenos (não convém ficar completamente em pó), por exemplo com uma picadora. Batem-se as natas à parte até ficarem bem firmes (convém estarem bem frescas para crescerem). Junta-se meia lata de leite condensado às natas e de seguida a bolacha desfeita, envolve-se bem e vai ao congelador. O gelado é óptimo! Pode ser que atraia o Verão...